VINIL – SLEEVE (EX / EX). Edição original espanhola da Discos Philips. Registo muito raro, usado e em excelente estado
O Conjunto de Mário Simões é hoje em dia recordado com venerável afecto, mais do que fazia supor há uns bons anos atrás.
Como outras bandas dessa época em que destacamos o Thilo’s Combo, Helder Martins, Shegundo Galarza, Toni Hernandez, Sousa Galvão e Jorge Machado, Mário Simões fica para a história da música ligeira portuguesa como um grande impulsionador e divulgador da boa música dita dançável ou como é catalogada hoje em dia : Easy Listening Português. Outros há que a classificam de Música Pré-ié-ié ou Música de Baile, mas, seja como for, é sempre uma música agradável e com qualidade suficiente para granjear cada vez mais admiradores.
Nascido em Lisboa em finais dos anos trinta, aos 17 anos Mário Simões já tinha deixado para trás os estudos agrónomos para seguir os musicais. Primeiro como acordeonista, depois já como líder do seu quarteto em que desempenhava (e muito bem) as funções de pianista. Muito requisitado pelo Casino do Estoril e outras salas de espectáculos, actuou também por diversas vezes na televisão. Foi contratado por algumas temporadas pelos Casinos de Lourenço Marques (actual Maputo) e de Joanesburgo na África do Sul.
Aparece em diversos EP’s e singles como acompanhante ou como solista principal. Vários são os êxitos de Mário Simões e o Seu Conjunto: “A Borracha Do Rocha”, “Flauzina”, “Loucura”, “O Lápis do Lopes”, “Twist Desconjuntado” e outros mais que são sempre um prazer de escutar.
Quanto e este EP de origem espanhola, embora no disco só venha com a indicação dos dois artistas, é muito provável que o acompanhamento seja a do próprio Conjunto Mário Simões, pois existem, à data, uma série de gravações atribuídas ao colectivo. O próprio tema “O Lápis do Lopes” não é mais que uma canção que repenica o êxito “ A Borracha do Rocha” editado também em 1960.
A1. Não Me Pises
A2. O Lápis do Lopes
B1. O Samba da Minha Terra
B2. Moreninha
B3. Samba Que Eu Quero Ver