O GUARDADOR DE REBANHOS

30,00 

Artista

MÁRIO VIEGAS

Formato

VINIL LPx2 + EXTRAS

Editor

GUILDA DA MÚSICA

Data

1983

País

PT

Em stock

VINIL(2) – SLEEVE (EX / EX). Edição original portuguesa da Guilda da Música / Sassetti / Série Disco Falado. Registo muito raro, usado e em excelente estado. Capa de abrir, “gatefold cover”, com a ficha técnica. Inclui folheto, “inner sleeve”, desdobrável em 4 páginas, com ilustrações e biografia vária. Inclui ainda um original Press Release da editora.

 

LP.1: «O Guardador de Rebanhos»
A01. Eu nunca guardei rebanhos/ Mas é como se os guardasse
A02. O meu olhar é nítido como um girassol
A03. Ao entardecer, debruçado pela janela
A04. Esta tarde a trovoada caiu
A05. Há metafísica bastante em não pensar em nada
A06. Pensar em Deus é desobedecer a Deus
A07. Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver do universo
A08. Num meio-dia de fim de primavera/ Tive um sonho como uma fotografia/ Vi Jesus Cristo descer à Terra
B01. Sou um guardador de rebanhos
B02. “Olá, guardador de rebanhos”
B03. Aquela senhora tem um piano
B04. Os pastores de Virgílio tocam avenas
B05. Leve, leve, muito leve/ Um vento
B06. Não me importo com as rimas
B07. As quatro canções que seguem
B08. Quem me dera que a minha vida fosse um carro de bois
B09. No meu prato que mistura de natureza!
B10. Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
B11. O luar quando bate na relva
B12. O Tejo é mais belo que o rio que corre na minha aldeia
B13. Se eu pudesse trincar a terra toda
B14. Como quem num dia de verão abre a porta de casa
B15. O meu olhar azul como o céu
B16. O que nós vemos das coisas são as coisas
B17. As bolas de sabão que esta criança/ Se entretem a largar duma palhinha
B18. Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta
B19. Só a natureza é divina, e ela não é divina
B20. Li hoje quase duas páginas/ Do livro dum poeta místico
B21. Nem sempre sou igual no que digo e escrevo
B22. Se quiserem que eu tenha um misticismo, está bem
B23. Se às vezes digo que as flores sorriem

 

LP.2: «O Guardador de Rebanhos»
C01. Ontem à tarde um homem das cidades/ Falava à porta da estalagem
C02. Pobres das flores nos canteiros dos jardins regulares
C03. Acho tão natural que não se pense
C04. O luar através dos altos ramos
C05. E há poetas que são artistas
C06. Como um grande borrão de fogo sujo
C07. Bendito seja o mesmo sol de outras terras
C08. O mistério das coisas, onde está ele?
C09. Passa uma borboleta por diante de mim
C10. No entardecer dos dias de verão
C11. Passou a diligência pela estrada, e foi-se
C12. Antes o vôo da ave, que passa e não deixa rasto
C13. Acordo de noite subitamente
C14. Um renque de árvores lá longe, lá para a encosta
C15. Deste modo ou daquele modo/ Conforme calha
C16. Num dia excessivamente nítido
C17. Da mais alta janela da minha casa
C18. Meto-me para dentro, e fecho a janela
«Poemas Inconjuntos»
D01. É noite. A noite é muito escura.
D02. Pouco me importa
D03. A espantosa realidade das coisas/ É a minha descoberta de todos os dias
D04. Nunca sei como é que se pode achar um poente triste
D05. Criança desconhecida e suja brincando à minha porta
D06. Pastor do monte, tão longe de mim com as tuas ovelhas
D07. Um dia de chuva é tão belo como um dia de sol
D08. Primeiro prenúncio de trovoada de depois de amanhã
D09. Quando tornar a vir a Primavera/ Talvez já não me encontre no mundo
D10. Se eu morrer de novo/ Sem poder publicar livro nenhum
D11. Se, depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia/ Não há nada mais simples
D12. Quando vier a Primavera/ Se eu já estiver morto
D13. Quando a erva crescer em cima da minha sepultura
D14. A neve pôs uma toalha calada sobre tudo
D15. É talvez o último dia da minha vida

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