VINIL – SLEEVE (EX / EX). Edição original portuguesa da CBS- Música e Discos. Registo raro, usado e em excelente estado. Capa de abrir, “gatefold cover”, com fotografias dos músicos intervenientes. Inclui encarte, “inner sleeve”, com imagem do fime e as letras.
“Metropolis” foi realizado em 1927 pelo cineasta alemão Fritz Lang e é considerado, pela critica especializada, como uma das obras mais significativas do expressionismo alemão. Um filme de culto com uma forte critica social, uma chamada de atenção à mecanização, à valorização da tecnologia em detrimento dos valores humanos, directrizes estas que afinal actualizaram o filme com o decorrer dos anos (não é de estranhar que o enredo do filme centraliza-se mesmo numa grande cidade do século XXI, verdadeiro vidente este senhor Fritz!).
Porém, para quem “via” apenas o filme, e, achava que por ser mudo e a preto e branco, seriam como handicaps para as novas gerações, haveria pois de tentar “remediar” estes pressupostos. Dito e feito, nada melhor que um artista alemão que tinha composto já algumas bandas sonoras e alguns telediscos de sucesso mediático, seu nome artístico; Giorgio Moroder.
As provas, como foram referidas, já tinham sido dadas no cinema com “Cat People”, “The Electric Dreams”, “Flashdance”, “Scarface” e “Never Ending Story”, entre outros projectos bem sucedidos.
Em 1984 Giorgio Moroder tratou de “restaurar” o filme dando-lhe expressivas cores e ainda uma apelativa banda sonora. Para que tudo funcionasse em pleno, os grupos e os intérpretes foram escolhidos a dedo e o próprio Moroder tratou de escrever todos os originais (alguns em parceria com os artistas ou com o letrista de sempre, Pete Bellotte). O destaque vai naturalmente para o tema “Love Kills”, escrito a meias com Freddie Mercury, que muito valorizou o produto final sem querer menosprezar as outras contribuições.
E assim, duma assentada (artística e comercial), “Metropolis” voltou a renascer, não própriamente das cinzas, mas sim das maravilhosas plásticas (visuais e musicais). Felizmente também o grupo françês Air soube, em 2011, seguir de perto este exemplo pioneiro de Giorgio Moroder com o registo “La Voyage Dans La Lune”, um clássico cinematográfico de 1902 de Georges Méliès. Dois registos que aconselhamos vivamente a “ver” e a ouvir!
A1. Freddie Mercury- Loves Kills
A2. Pat Benatar- Here’s My Heart
A3. Jon Anderson- Cage Of Freedom
A4. Cycle V- Blood From A Stone
A5. Giorgio Moroder- The Legend Of Babel
B1. Bonnie Tyler- Here She Comes
B2. Loverboy- Destruction
B3. Billy Squier- On Your Own
B4. Adam Ant- What’s Going On
B5. Giorgio Moroder- Machines
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