K7 – SLEEVE (EX / EX). Edição original portuguesa da Orfeu / Arnaldo Trindade. Registo muito, muito raro, usado e em excelente estado.
Marino Marini e Il Suo Quartetto foram um dos mais prolíferos e bem-sucedidos conjuntos italianos de sempre. Visto a esta distância, a sua importância no contexto musical da época, pode ser mesmo comparada ao protagonismo que tiveram os Beatles nos anos 60 e os Abba nos anos 70. Há mesmo quem afirme que “Yesterday” de Paul McCartney teve influências de “The Honeymoon Song”, uma canção escrita por Mikis Theodorakis para o filme ”Honeymoon” e brilhantemente interpretada nessa banda sonora por Marino Marini. Um dos originais mais conhecidos de Marino Marini como compositor é sem dúvida a balada “La Piu Bella Del Mundo”. Na verdade, muitas das canções interpretadas pelo Quarteto eram de origem italiana, ou, mesmo compostas por Marini, como foram os temas “Lisbonna Mia” em 1959 e “Ciao Porto” em 1960, temas que o autor dedicou às duas cidades portuguesas pela forma calorosa e afectiva como o público os recebia. Tal como os grandes grupos dos anos 60 e 70, também eles tiveram sucesso um pouco por todo o mundo, desde os Estados Unidos à Rússia e do Brasil ao Japão. Durante os anos de existência (de 1955 a 1960 e de 1964 a 66), Marino Marini e Seu Quarteto fizeram dezenas de tournés e centenas de concertos (conta-se que só na Polónia fizeram uns 200 espectáculos).
Mas já que falamos em números, e, num tempo em que as tabelas de vendas eram pouco fidedignas, sabemos que pelo menos um dos êxitos do Quarteto, “Guagione”, vendeu perto de 5 milhões de discos, um recorde para a época. Quantos mais milhões de discos vendeu dos outros sucessos não o sabemos em concreto. Mas já que falamos, também, de discos convém referir que tanto sucesso não vinha só da inspiração e da qualidade dos executantes. Com efeito, Marino Marini foi um dos primeiros músicos a dar importância ao som ao vivo e a tirar o melhor partido dos efeitos sonoros em palco. Isso pode-se comprovar por algumas gravações existentes, caso de “Marino Marini At The London Palladium”, em que certos êxitos do Quarteto “soavam” melhor ao vivo.
Tal com aconteceu nos anos 80 com o movimento New Wave, em que muitas bandas e intérpretes encaixavam num só álbum uns vinte temas, também Marini foi o primeiro músico pop/ié-ié a quebrar esse estereótipo de 12 canções por LP e aumentar o número para 20.
Como tudo na vida há um princípio e um fim, também Marini deu conta do recado quando em 1966 decidiu acabar com o grupo. Afinal 1967 estava à porta e com a entrada do Sargento Pimenta em cena, a música nunca mais seria a mesma.
Mas (em todas as histórias há sempre um mas) na verdade Marino Marini continuou por mais alguns anos a ser um artista rentável, e, não é de admirar que em 1973 a editora Orfeu voltasse a apostar, não com reedições dos pequenos formatos de 45 rotações, mas sim no formato LP, coisa que ainda não tinha feito até então. Face ao êxito discográfico, um ano depois surge a mesma colectânea no formato cassete (como esta unidade é exemplo) restando saber se porventura houve uma edição no formato cartucho. Sabemos hoje em dia que muito artistas e grupos do vasto catálogo da editora Orfeu foram contemplados, em medos da década de 70, com lançamentos no formato cartucho. O assunto fica assim em aberto…
A1. Marina
A2. Perdoname
A3. Kriminal Tango
A4. Honeymoon
A5. Pimpollo
A6. Piove
B1. Nel Blu Dipinto Di Blu
B2. Come Prima
B3. Piccolissima Serenata
B4. La Piu’ Bella Del Mondo
B5. Moliendo Café
B6. Mustafá