VINIL – SLEEVE (EX / EX). Edição original portuguesa Discos Rapsódia- Porto. Registo muito raro, usado e em excelente estado.
Um apreciado conjunto oriundo de Canelas, Vila Nova de Gaia, em que muito do seu reportório visava a guerra no ultramar, os soldados portugueses e a relação com os seus familiares. Hoje em dia muitas destas canções podem ser politicamente incorrectas, mas à época canções como “Adeus Guiné” do Conjunto Típico Armindo Campos e “Fado Angola” do fadista Fernando Farinha, eram bastante populares, e, como tal, não podemos tirar todo o mérito a quem as escreveu, nem mesmo aos artistas que as gravaram. Mas infelizmente nem sempre foi isso que aconteceu após o 25 de Abril de 1974 e muitos dos artistas foram “crucificados” apenas por cantarem temas que se tornaram tabus para a nova classe politica portuguesa. Um dos casos mais flagrantes, e, porventura dos mais estúpidos, aconteceu com o cantor António Mourão (1935-2013) e o seu grande êxito “Ó Tempo Volta para Trás”. Um clássico da década de 60 e da Música Popular Portuguesa, escrito por 2 dos maiores compositores de sempre (Manuel Paião e Eduardo Damas) mas proibido de ser cantado na televisão após a revolução de Abril!
Porquê? Podem perguntar, já que a letra é das mais inócuas que conhecemos e mesmo o refrão não tem nada de mais… “Ó tempo volta para trás / Traz-me tudo o que eu perdi / Tem pena e dá-me a vida / A vida que eu já vivi / Ó tempo volta p’ra trás / Mata as minhas esperanças vâs / Vê que até o próprio sol / Volta todas as manhãs…”. A resposta pelos vistos não está no refrão nem na própria letra, mas sim no título da música: “Ó Tempo Volta para Trás”!… Ah, que grande fascista me saístes Eduardo Damas!…
A1. Duas Orações
A2. Deixa Lá Correr a Fita
B1. Patuscada
B2. Adeus Soldado
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