VINIL – SLEEVE (EX / EX). Edição original japonesa da RCA Records / RVC Corporation / MPB Selection 1800 Series. Registo raro, usado e em excelente estado. Inclui original folheto, “insert”, com as letras em japonês e inglês.
Carmen Miranda nasceu a 9 de Fevereiro de 1909 em Marco de Canaveses e faleceu em Beverly Hills no dia 5 de Agosto de 1955. Foi a primeira artista portuguesa a ter fama mundial em Hollywood, onde fez uma fulgurante carreira entre 1939 a 1955, ano da sua morte. Na realidade, ela começou o seu trajecto artístico no Brasil em 1929, gravando o seu primeiro disco de sucesso e que serviu como requisito para participar nos primeiros filmes sonoros brasileiros (na sua maioria eram, obviamente, filmes musicais). Entretanto nessa década, precisamente em 1939, foi convidada por um produtor norte-americano para trabalhar em Hollywood e assim nasceu uma estrela a nível mundial, mas que muitos entendidos dizem agora que era uma estrela brasileira nascida em Portugal, e, que nada tinha de portuguesa a não ser o registo de nascimento e os progenitores. Mesmo na morte, alguém cobriu o seu caixão com a bandeira brasileira como a esconder a sua verdadeira identidade. Será que ela queria que isso acontecesse no dia do seu funeral?… Ela que teve em vida a oportunidade de mudar a sua nacionalidade e nunca o fez, vem agora umas certas intelectualidades brasileiras impingir-nos que a marcuense Carmen Miranda é uma genuína artista brasileira, mas porquê? Por uma questão de sonoridade? Ou, por uma questão de superioridade!?… E, o primeiro Rei do Brasil também era brasileiro?… Tal como na mitologia romana, não foi por serem alimentados por uma loba que os gémeos Rômulo e Remo se tornaram também lobos. Na verdade, ambos disputaram entre si o crepto do primeiro rei de Roma.
Também nos dez anos de fama que viveu no Brasil Carmem Miranda disputou o lugar da maior estrela da América do Sul com uma outra conterrânea, Beatriz Costa (ambas perversamente boas actrizes e cantoras de revista e muito parecidas (até) no aspecto físico, mediam ambas 1,53cm).
O que sabemos hoje, é que muitos dos artistas de nomeada no Brasil nos anos 20, 30 e 40 do século passado eram de origem portuguesa, casos de Manoel Monteiro, Maria Alice, José Lemos, Berta Cardoso, Dina Teresa, Joaquim Pimentel, Maria Silva (Mariazinha), Maria Alcina, Ester de Abreu, Arminda Falcão, mas desses a comunicação social brasileira não renega as suas origens, pelo facto de que não tiveram o protagonismo em Hollywood como teve a Carmen Miranda (alguns destes artistas, dos que não voltaram a Portugal, nem se sabe onde estão enterrados). Tirando isto, e, como diz o provérbio “mais vale tarde que nunca”, quarenta e dois anos depois da sua morte, o Estado Português atribuiu à artista (a título póstumo) a Ordem do Infante, uma cerimónia realizada no Teatro Nacional D. Maria II e que contou com a presença da irmã Aurora Miranda.
E agora, em jeito de conclusão; toda a gente sabe o que é que a baiana tem e que Portugal é afinal um país pequeno, por isso, como bons cristãos que somos, damos a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.
Texto de: Francisco J. Fonseca
Colaboração de: António A. Santos
A1. Tahí
A2. Burucuntum
A3. O Meu Amor Tem
A4. Bamboleô
A5. ETC…
A6. Inconstitucionalissimamente
A7. Alô… Alô?
B1. Ao Voltar do Samba
B2. Quando a Saudade Apertar
B3. O Samba é Carioca
B4. Teu Feitiço me Pegô
B5. Minha Embaixada Chegou
B6. Coração
B7. Sorrisos