10.000 ANOS DEPOIS ENTRE VÉNUS E MARTE (BLACK VINYL)

85,00 

Artista

JOSÉ CID

Formato

VINIL LP + EXTRAS

Editor

VIRREY RECORDS / ORFEU

Data

2014

País

PE

Em stock

REF: OR-FPAT6001 Categorias: , ,

VINIL- SLEEVE (NM / NM). Edição original peruana, não oficial, “unofficial record”, Discos Virrey. Registo muito raro e em perfeito estado, como novo. Capa de abrir, gatefold cover” com fotografias dos músicos participantes e respectivas legendas, incluindo ainda um folheto desdobrável de 6 páginas ilustradas com as letras. Como curiosidade, surgiram à época duas edições em vinil, uma de cor vermelha e outra como esta, na normal cor preta.

 

Editado originalmente em Maio de 1978, “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”, foi um álbum que surgiu fora do tempo, numa altura em que os gostos musicais estavam a mudar radicalmente e o Rock Progressivo era visto como um género musical ultrapassado. Em 1978 o Punk deitava por terra os Genesis, os Pink Floyd, os Moody Blues, os Yes e outros grupos que tais. “Never Mind The Bollocks, Here’s The Sex Pistols” editado em 1977 foi mesmo o começo de tudo. Em 1978 surgiu em força, a par do Punk, um novo movimento musical que se alastrou rápidamente por toda a Europa; a New Wave. Surgiram os Magazine com “Real Life”, Pere Ubu com “The Modern Dance”, os Buzzcoks com “Another Music In A Different Kitchen”, os Ramones com “Road To Ruin”, os The Police com “Outlands d’Amour”, os Talking Heads com “More Songs About Buildings And Food”, os Clash com “Give ‘Em Enough Rope”, e, num registo algo mais soft, foi editado em 1978 o primeiro álbum dos Dire Straits. E com este e com os outros mais apelativos, ninguém deu muita atenção ao nosso José Cid com os seus “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”. Na verdade, a edição deste disco fazia parte do contrato com dono da Orfeu, o sr. Arnaldo Trindade, e, era mais visto como um devaneio musical do artista desde os tempos da Valentim de Carvalho (a edição dum concept album todo futurista, muito na linha do Rock Progressivo dos inícios da década de 70).
O que aconteceu foi que em 1980 era fácil de encontrar numa discoteca e em promoção os “10.000 Anos …”, para mais que um jovem moço do Porto, também, lembrou de mostrar que tinha um “Ar de Rock” e depois foi o que se viu!
Só que em 1994, alguém mais “perspicaz” nos States, teve a ideia de reciclar algumas das mais obscuras edições do Rock Progressivo da década de 70 e surge então o disco do José Cid numa Deluxe Collector’s Edition, reeditado por uma tal Art Sublime (capa e booket como o original, mas com um CD em vez do vinil). Num ápice toda a gente começa a falar bem do disco, (merecidamente diga-se de passagem), e, como seria de esperar, começa então uma verdadeira demanda até aos dias de hoje, não só no colecionismo, mas igualmente na especulação!
Passados 20 anos, isto é, em 2014, alguém se lembrou de editar (à revelia da editora Orfeu) este “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”. Uma coisa é certa, estes “peruanos” da etiqueta Virrey tiveram em mãos não só as bobines originais, mas também as impressões gráficas. Só mesmo com um exemplar original à frente é que notamos as poucas diferenças! Agora sim, com estas novas tecnologias já nos sentimos 10.000 anos mais à frente!…

 

A1. O Último Dia na Terra
A2. O Caos
A3. Fuga Para o Espaço
A4. Mellotron, o Planeta Fantástico
B1. 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte
B2. A Partir do Zero
B4. Memos
B4. Vida – Sons do Quotidiano (extra track)

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