ANÍBAL COELHO C/ ORQUESTRA DE ARTUR FONSECA

NATAL NEGRO / PAGO-TE A DOBRAR

1960’s
DISCOTECA BAYLY
Vinil 7"
MZ
7B006

Stock: Indisponível

NATAL NEGRO / PAGO-TE A DOBRAR

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Detalhes

VINIL - SLEEVE (VG+ / VG+). Edição original moçambicana da Discoteca Bayly. Registo muito, muitoraro, usado em bom estado geral. Capa e vinil com sinais de uso, contracapa com vestígios de fita-cola devido a um rasgo (colada). Ver imagens.

 

 

Num tempo em que muito se fala do racismo, este exemplar discográfico da etiqueta Bayly (provavelmente do final da década de 60) é um dos melhores exemplos como os portugueses sempre tiveram uma visão diferente de outros povos e não viam nas pessoas de côr como uma raça inferior, como (infelizmente) alguns historiadores do presente nos fazem crer. A nossa aceitação de convivência com pessoas ditas de côr, não foi só por vivermos em África (como bem testemunha o texto de Domingos de Azevedo na contracapa), mas sim pela própria natureza dos portugueses, de sermos hospitaleiros qb, entre outras virtudes e defeitos. Já que falamos em virtudes, não podemos deixar em claro a nossa quota artística, num país pequeno em que infelizmente poucos são lembrados e recordados após a morte. Falamos obviamente do maestro e compositor Artur Fonseca (1912-1995), autor das 4 músicas deste EP, mas também dos arranjos e direcção da orquestra.
Pelo que sabemos Aníbal Coelho foi um radialista da RCM (Rádio Clube de Moçambique) e igualmente cantor. Como muitos artistas portugueses que lá nasceram, ou foram viver para Moçambique, também Artur Fonseca radicou-se em Lourenço Marques na década de 30, constituiu família e trabalhou até 1975 sempre como maestro e compositor da Rádio Clube de Moçambique (considerada durante anos como uma das melhores estações de rádio em África). Deixou registadas várias centenas de composições, com destaques para os temas “Uma Casa Portuguesa” e “Kanimambo”. Se todos sabemos que foi desde sempre o cantor João Maria Tudela a popularizar “Kanimambo”, já “Uma Casa Portuguesa” foi Sara Chaves quem primeiro a gravou em 1951, dois anos antes de Amália Rodrigues a registar em disco e a divulga-la com sucesso por todo o mundo fora.
Mas não foi só Sara Chaves ou João Maria Tudela ou Aníbal Coelho a gravar em vinil composições de Artur Fonseca. Na verdade muitos outros artistas moçambicanos/portugueses e outros que passaram pelos microfones da RCM perpetuaram a sua memória, casos de Maria Adalgisa, Maria Marques, Luis Piçarra, Gina Antunes, Eduardo Jaime, Liliana Matos, Marinela, Álvaro Correia Mendes e Natércia Barreto.

 


A1. Ameaça
A2. Obrigado Moçambique
B1. Natal Negro
B2. Pago-te a Dobrar