ABEL SOARES ROSA

OS BEATLES E A CENSURA EM PORTUGAL

11/2020
ÂNCORA EDITORA
LIVRO
PT
19023

Stock: Disponível

22,50 €

OS BEATLES E A CENSURA EM PORTUGAL

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Detalhes

LIVRO (M). Publicação original portuguesa, 1ª edição, da Âncora Editora / Impressão Grafisol. Edição em capa mole, (22x22cm), com 128 páginas ilustradas. Inclui marcador com reprodução de cartaz visado pela censura. Exemplar assinado pelo autor, ver imagens.

 


Para quem os Beatles foram uma referência musical e verdadeiros ídolos de muitos jovens, e não só, difícil é acreditar que os seus filmes tivessem também cortes e omissões por parte da censura do antigo regime. Para mais que esses filmes estiveram e estão ainda presentes no nosso imaginário duma forma tão ingénua como inócua. Conhecemos de antemão, devido aos álbuns originais editados, quais são na verdade esses filmes. Senão vejamos; “A Hard Day’s Night”, ou, “Os 4 Cabeleiros do Após-Calypso” na versão portuguesa da época (1965); “Help”, ou “Socorro” na versão portuguesa da época (1967); “Yellow Submarine”, ou, “O Submarino Amarelo” na versão portuguesa da época (1970) e “Let It Be”, ou, “Improviso” na versão portuguesa da época (1970). As datas aqui referidas são das exibições em Portugal, como sempre em nada coincidentes com as datas verdadeiras das estreias.
O que este livro de Abel Rosa refere, e bem, são também as longas-metragens em que os 4 Beatles participaram, não só como músicos mas também como actores e que a censura da época teve de igual modo a sua infeliz intervenção. Destacamos, entre outras, as participações de Ringo Starr em “Blindman”, ou, “O Justiceiro Sem Olhos”; “The Magic Christian”, ou, “Um Beatle no Paraíso” na tradução portuguesa da época (1970) e George Harrison em “Wonderwall”, ou, “A Parede do Escândalo” na versão portuguesa da época (1971).
Alguns pormenores sobre o conteúdo desses cortes, estão por sua vez bem especificados neste livro, que entre outras anotações e achegas referidas pelo autor, destaca também algumas músicas portuguesas censuradas, servindo como exemplo “A Lenda de El-Rei D. Sebastião” do Quarteto 1111 em 1967 e com a frase “Fugiu de Alcácer Quibir…”, cujo autor, José Cid, foi obrigado a substituir por “Depois de Alcácer Quibir…”.
Um livro que serve pois de exemplo das muitas vicissitudes e atropelos que a nossa cultura, escrita, musical e visual, passou ao longo de quatro décadas de ditadura.