FLAMA - MUNIQUE 72 (OS JOGOS OLÍMPICOS)

OLIMPÍADAS/ VENEZA 72/ RINGO STARR/ SOPHIA LOREN/ NIXON/ TAXISTAS

08/09/1972
REVISTA FLAMA
REVISTA
PT
ANOXXIXN1279

Stock: Indisponível

OLIMPÍADAS/ VENEZA 72/ RINGO STARR/ SOPHIA LOREN/ NIXON/ TAXISTAS

Coloque o cursor sobre a imagem para fazer zoom

outras imagens do produto

Detalhes

REVISTA (EX-). Publicação original portuguesa da Revista Flama / União Gráfica. Número 1279, ano XXIX, capa mole a cores, (32.0x24.0cm), com 58 páginas ilustradas maioritariamente a preto e branco (apenas 4 são a cores) .

 

 

Embora o dramático ataque terrorista à delegação israelita tenha sido perpetrado no dia 5 de Setembro e terminado 24 horas depois com a morte de quase toda a delegação olímpica israelita, o certo é que esta revista semanal portuguesa de actualidades ainda nada dizia sobre este delicado assunto no dia 8 de Setembro. Como era costume, até à data, a imprensa escrita portuguesa andava quase sempre atrasada nas noticias (não devemos esquecer no entanto que o lápis azul da censura aprovava, ou não, toda a informação politica do exterior e este terrivel acontecimento ditou algum impasse…). Em vez disso noticiava com algum despudor, que um remador da comitiva lusa esteve em foco por ter passado uma noite na prisão (pelos vistos roubou uma camisa num supermercado) e os restantes atletas portugueses tiveram uma prestação modesta, ressalvando o velejador José Manuel Quina, o cavaleiro Carlos Campos e um jovem atleta que bateu o recorde nacional dos 10.000 metros num tempo que mesmo assim não deu para o qualificar para a final, de seu nome Carlos Lopes (felizmente iria dar que falar 4 anos depois!). Das 7 páginas dedicadas às Olimpiadas de Munique, os destaques (com imagens) foram naturalmente para o nadador norte-americano Mark Spitz e a ginástica russa Olga Korbut.
Quanto ao resto, há a referir os artigos dedicados às eleições americanas de Richard Nixon para presidente; Sophia Loren e o seu último filme, “O Homem da Mancha”; o 33º Festival de Cinema de Veneza, onde foram exibidos os filmes de Bob Fosse “Cabaret”, de Stanley Kubrick “A Laranja Mecânica” e um já esquecido no tempo, “Made”, com realização de John McKenzie e protagonizado por um cantor de culto em Portugal, Roy Harper. Mas já que falamos de filmes e música, interessante o artigo “Ringo Starr: o ex-Beatle cinéfilo”, em que o classifica o músico como o mais fraco dos 4 e que se dedica agora à produção e à realização. Das 3 obras cinematográficas referidas, uma é bem conhecida: “Born To Boogie” com Marc Bolan e os T.Rex, das outras pouco sabemos da existência, são elas: “Modelos e Fleet Street” e “Count Down”.