GENERAL INVERNO

GENERAL INVERNO ALBUM (SELADO)

05/2022
EDIÇÕES PÓS-8ÒS
CD
PT
P80001

Stock: Indisponível

GENERAL INVERNO ALBUM (SELADO)

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Detalhes

CD - SLEEVE (S / S). Edição original portuguesa, 3-panel digipack, limitada, Edições Pós-8òs. Registo muito raro e ainda selado de origem. Com fotografias e biografia resumida no interior.

 

 

Oriundos da cidade de Ermesinde, os «General Inverno» formaram-se em Dezembro de 1987 com Alcino Duarte (bateria), Jorge Seabra (voz, harmónica), Paulo Andrade (guitarra), Pedro Beck (guitarra) e Nuno Rocha (baixo), contando ainda com a colaboração de Nuno du Ebebck, pseudónimo de Carlos Bessa (autor de vários livros de poesia) na composição das letras e Henrique Gomes nos arranjos vocais.
O grupo estreou-se em Janeiro de 1988 no programa “Ao Vivo” da Antena 1, actuando no Instituto Francês do Porto e interpretando três temas em directo.
Participaram no «1º Festival Luso-Galaico de Rock ao Vivo», realizado no Pub Luís Armastrondo no Porto, cuja final se realizou a 31 de Julho de 1988, tendo conquistado o 1.º lugar, ficando à frente dos “D’Age”(Lisboa) e dos “Easy Gents” (Lisboa), banda esta que mudaria mais tarde de nome e ficaria conhecida até ao presente como “Ritual Tejo”.
Existem registos em vários periódicos da época, de notícias, críticas das músicas e actuações da banda (conforme imagens incluídas no digipack).

Gravaram também por essa altura uma maquete intitulada "Sotabalda", que incluía seis temas: “Super Sousa”, “Made In Japan”, “Sotabalda (Rimas de D. Ermezenda)”, “Sal Ar E Os…”, “Até Porque” e “Topas”, onde Nuno du Ebebçk, elemento do grupo com a tarefa de escrever muitas das letras do projecto, mostrava o quanto dos seus textos (subtis e pertinentes) foram pois um importante trunfo para o êxito inicial alcançado pela banda. A vocalização dos temas era da responsabilidade de Jorge Seabra, um excelente “performer”.
Nas actuações ao vivo, apresentavam ainda outros temas não incluídos na maquete como: “Sarita no Arame”, “Pois”, “General Inverno”, “Islamiberolé, “Jacaré”, ou até mesmo “Natação Obrigatória” (versão de um tema original da “Banda do Casaco”).
Temas como "Super Sousa", "Sal Ar E Os...", "Topas" ou "Até Porque" denotavam rasgos de inteligência, humor e ironia, fugindo à leviandade típica de muitos outros grupos à época que cantavam em português. Tanto mais que as canções procuravam, dum modo então absolutamente novo, falar da realidade suburbana do Porto, particularmente de Ermesinde, de onde eram originários a maior parte dos membros da banda. E faziam-no com uma linguagem oral e musical que refectia diferentes tradições e influências, incorporando sonoridades e vivências de uma época do final de século.
Os «General Inverno» notabilizaram-se por ter letras de qualidade, poderosíssimas e bem interpretadas, em que a voz de Jorge Seabra era bem perceptível, palavra a palavra, sílaba a sílaba. A cassete "Sotabalda" teve apenas por finalidade o agendamento de concertos ao vivo, e, por vezes, o envio para as rádios que a solicitavam.

Os «General Inverno» pararam (infelizmente) em 1989, após terem recusado o convite da editora Polygram para gravação de um álbum. Os motivos foram, à data, assentes na incompatibilidade entre as vidas pessoais e profissionais dos seus elementos: um professor e artista plástico de Ermesinde, dois estudantes universitários de Coimbra + um do Porto e um técnico de estatística de Bragança.
Entre o fim oficial do grupo com a formação inicial, e, até meados de 1992, ainda se registaram meia dúzia de concertos com a banda entretanto remodelada, passando a contar com os músicos Nuno Fernandes (baixo) e Nuno Gouveia (guitarra). Esta formação escreveu também dois temas novos: "Cinema S" com letra de Nuno du Ebebçk e "Sushi Sada" com letra de Jorge Seabra. Ao todo, o grupo compôs efectivamente 19 temas originais, tendo outros tantos ficado na gaveta.
Ficou para a posteridade, além de um punhado de canções que foi trauteada por uma nova geração, a garra demonstrada em memoráveis actuações ao vivo, e, porque não referir, uma actuação na RTP1 no programa "Às 10" (actual "Praça da Alegria") ou mesmo uma grata partilha do palco com os “Sitiados”, banda do falecido João Aguardela.

 

Texto de:  André Carneiro

 


01. Super Sousa  (Maquete - Estúdios Fortes & Rangel - Setembro/1988)
02. Made In Japan  (Maquete - Estúdios Fortes & Rangel - Setembro/1988)
03. Sotabalda  (Maquete - Estúdios Fortes & Rangel - Setembro/1988)
04. Sal Ar e Os  (Maquete - Aurastudio - Dezembro/1988)
05. Até Porque  (Maquete - Aurastudio - Dezembro/1988)
06. Topas (Maquete - Aurastudio - Dezembro/1988)
07. Sai Uma de  (Ensaios - Dezembro/1987)
08. 6 T Ilha Matemática  (Ensaios - Dezembro/1987)
09. Sarita no Arame  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
10. Pois  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
11. Made In Japan  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
12. Até Porque  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
13. Sal Ar e Os  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
14. Jacaré  (Ao Vivo - Discoteca Jamanta - Setembro/1989)
15. General Inverno  (Ao Vivo - 1º Festival Luso-Galaico de Rock ao Vivo no Luís Armastrondo - Maio/1988)
16. Islamiberolé  (Ao Vivo - 1º Festival Luso-Galaico de Rock ao Vivo no Luís Armastrondo - Maio/1988)