Das cinzas do grupo inglês The Paramounts (1960-1966) e dos seus 4 músicos, (Gary Brooker, Robin Trower, Chris Copping e B. J. Wilson), surgiram em 1967 os Procol Harum. Num ano de boa colheita por terras de sua majestade (foram editados os álbuns "The Piper At The Gates Of Dawn" dos Pink Floyd, "Someting Else By The Kinks" dos Kinks, "Sgt. Pepper's Lonely Heart Club Band" dos Beatles, "Their Satanic Majesties Request" dos Rolling Stones e "Days Of Future Passed" dos Moody Blues), os Procol Harum editaram o seu single de estreia, "A Whiter Shade of Pale". Uma estreia num formato pequeno mas acertada já que o single foi um êxito por todo o mundo, incluindo Portugal, aonde o disco teve honras de edição. Ao todo foram vendidos mais de 10 milhões de exemplares, um facto histórico para o grupo pois foi um dos poucos na música Rock a conseguir tal feito. Em Portugal os Procol Harum continuaram a ter sucesso com os singles, com as edições nacionais de “Homburg” e “A Salty Dog”. Mas, em 1973 os formatos inverteram-se, ou seja, o álbum “Grand Hotel” foi um dos que mais vendeu no nosso país. E, pela primeira vez os Procol Harum deslocaram-se a Portugal, não só para se apresentarem ao vivo como para receberem um galardão inédito até à altura para grupos estrangeiros, “A Caravela de Prata”.

De facto, e, até aos dias de hoje, os Procol Harum continuam a ter muitos admiradores no nosso país e não é de estranhar os dois concertos marcados para este mês de Abril (26 em Lisboa e 27 no Porto). A última vez que nos visitaram foi há 26 anos atrás (dias 5, 6 e 7 de Maio de 1993 no Casino da Póvoa) inserido na tourné mundial “The Prodigal Stranger Tour Returns”. Desta vez trazem na bagagem a apresentação de um novo álbum de originais, “Novum”, o primeiro em que Keith Reed (o letrista de sempre com Gary Brooker) não surge nos créditos. Mas esta ausência não se espelha numa quebra de qualidade ou no som habitual da banda. Ao invés, os Procol Harum continuam como nos velhos tempos, em Grand !...


Texto: Francisco J. Fonseca