O Covil do Vinil congratula-se pela divulgação da Homenagem ao Mestre Fernando Aroso no dia 18 de Março no Ateneu Comercial do Porto. Estará patente a partir desse dia, uma Exposição Fotográfica representativa da sua estreita colaboração com o Teatro Experimental do Porto, entre 1956 a 1962. Para mais informações sobre este evento consultar em www.ateneucomercialporto.pt e no facebook/ateneudoporto.

Em Dezembro de 2012 foi inaugurada na Sala Vintage das antigas instalações da Jo-Jo's Music em Cedofeita no Porto, uma Exposição dedicada ao Mestre denominada "Fernando Aroso - Uma Visão Discográfica". Exposição essa, organizada por quem escreve agora estas linhas, um admirador e amigo desse ancião da cultura portuense. O texto elaborado na ocasião serve ainda os mesmos propósitos, e, já agora, porque não transcrever os primeiros parágrafos (estará para breve uma grande mostra no Covil do Vinil sobre o seu trabalho fotográfico na área da Música Portuguesa).

"Falar de Fernando Aroso é falar um pouco da Fotografia e da Música Popular Portuguesa. Poucos foram os fotógrafos, que tiveram um percurso tão rico e diversificado dentro desta área tão específica da Fotografia ao serviço da Música. A Música, essa era sobretudo de raiz popular, de conjuntos típicos, grupos folclóricos, acordeonistas, fadistas e muitos amadores que deixaram o seu testemunho musical quase sempre no formato EP. Fernando Aroso, intervinha aí com o seu jeito muito particular de fotografar as coisas mais simples e transformá-las em atraentes capas no formato ideal de 18x18cm e que hoje em dia são como a imagem de marca duma etiqueta, a Orfeu.

Nascido na Cidade do Porto a 16 de Setembro de 1921, não foi na Música que o autor deu os primeiros passos como fotógrafo, mas sim no Teatro, com o ensaísta António Pedro e o TEP. Em Fevereiro de 1958 realiza a sua primeira exposição, um marco para a denominada fotografia de cena. Em 1959 aluga o primeiro estúdio na Rua do Bonjardim e inicia a sua profissionalização. Um ano depois surge a primeira oportunidade com o editor Arnaldo Trindade, ao ser-lhe solicitada a execução de uma capa para o Quarteto Paraguayo. A partir desta sessão Fernando Aroso nunca mais parou de prestar o seu contributo como fotógrafo e como designer gráfico. Ao todo foram duas mil capas entre Singles, Eps, 10”, LP's e para as mais variadas editoras; Orfeu, Vadeca, Clave, Alvorada, Edisco e Fénix..."

Texto de: Francisco J. Fonseca